Às vésperas de completar 130 anos desde que este "Planta da Cidade de Ouro Preto" foi impresso e apresentado ao mundo, deparamo-nos com algo verdadeiramente único.
*a imagem postada esta com o detalhe do tamanho, assim é uma forma de inibir o uso sem autorização.
Datado de **7 de fevereiro de 1888**, após minha restauração esta "carta topográfica" está enorme e inigualável sem igual em nenhum museu. Para restaurar, envolve ver, conhecer cada rua desta cidade, para conjugar "topográfia com cartográfia e outros saberes" - Uma imagem detalhada revela suas dimensões: **130 × 84 cm**, com um tamanho de arquivo de **439 MB**. Os interessados nas versões pública ou acadêmica desta obra podem solicitar acesso por meio dos contatos listados nos comentários.
Foi um prazer restaurar esta planta da cidade e de seus arredores. O mapa retrata os cursos d'água e as curvas de nível da região, realçados por texturas diferenciadas. Ele foi projetado pelo arquiteto alemão **Wilhelm Brosenius** e impresso pela renomada empresa **Giesecke & Devrient**, fundada em Leipzig, em 1º de junho de 1852, por Hermann Giesecke (1831–1900) e Alphonse Devrient (1821–1878) como um instituto de arte tipográfica.
Os aparentes "erros" na grafia dos nomes de lugares foram preservados como parte do caráter histórico do mapa. Eles refletem a **grafia original** utilizada na época, anterior às reformas ortográficas e atualizações linguísticas posteriores.
1- Praça da Independencia;
2- Palacio do Governo;
3- Assemblea provincial;
4- Cadeia;
5- Escola de minas;
6- Quartel de linha;
7- Quartel de policia;
8- Santa Casa;
9- Theso_?, geral e Correio;
10- Directoria da Fazenda;
11- Theatro;
12- Estação da Est. de Ferro;
13- Largo da alegria;
14- Largo do Dirceo;
15- Escola de pharmacia;
16- Lyceo;
17- Quartel dos menores;
18- N. S. do Carmo;
19- N. S. das Merces;
20- S. Francisco de Paula;
21- S. José;
22- N. S. do Rosario;
23- Matriz de Ouro-Preto;
24- Bom Jesus;
25- S. Francisco d’Assis;
26- Mercês dos Perdões;
27- Matriz de Anto Dias;
28- Alto da Cruz;
29- Padre Faria;
30- N. S. das Dôres.
Data – “Ouro-Preto, 7.2.88”; ao lado, os dizeres “With Brosenius des.” e o registro do norte geográfico. No centro, na parte inferior do mapa, há a indicação da escala – 1:5000; à direita, no pé do mapa, a nomeação dos gravadores – “Gravure de Giesecke & Devrient, Liepzig”
Fica evidenciada a importância da existência da gestão dos recursos hídricos no Brasil, ocorrido, durante o período colonial, nas minas de ouro de Minas Gerais.
Curiosidades algumas são visíveis nesta parte da 'planta' postada;
À esquerda, na parte inferior do mapa, há uma legenda que revela as principais edificações, marcos ou regiões da cidade.
Abaixo da legenda, há a indicação de local e data – “Ouro-Preto, 7.2.88”;
ao lado, os dizeres “With Brosenius des.” e o registro do norte geográfico.
No centro, na parte inferior do mapa, há a indicação da escala – 1:5000;
à direita, no pé do mapa, a nomeação dos gravadores – “Gravure de Giesecke & Devrient, Liepzig”.
Entre tantas coisas, serve para mostrar o crescimento urbano da cidade desde então, estas cotas de níveis, possuem o mérito de representar em uma superfície plana os desníveis e a declividade topográfica. Repare no mapa acima que, quanto mais afastadas as curvas de nível, menor é a declividade, isto é, menos íngreme é o terreno. Ao contrário, quanto mais próximas às curvas, maior é a declividade do local. Outra consideração necessária é o fato de que todos os pontos localizados sobre uma mesma linha possuem igual altitude, sendo essa uma das maiores importâncias dessa técnica de representação cartográfica.
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