18 setembro 2026

Justiça sob um Céu Tempestuoso


 A Silhueta da Justiça sob um Céu Tempestuoso.


Contra um céu turbulento, a silhueta da estátua da virtude cardeal "Justiça" - representada tradicionalmente por uma figura feminina simbolizando a retidão moral, a equidade e a imparcialidade permanece inabalável.

Falando do momento da foto - Sua figura é esculpida na escuridão, mas sua presença é inconfundível: uma mão segura a balança, a outra repousa firmemente sobre a espada. Relâmpagos rasgam as nuvens atrás dela, revelando brevemente a força solene de sua forma. A tempestade ruge ao seu redor — ventos de conflito, trovões de incerteza e sombras que parecem engolir o horizonte.

>>Ainda assim, ela não se move. <<

"para um bom entendedor meia palavra basta"

O mundo abaixo está fragmentado pela divisão e pelo medo, enquanto os céus refletem a turbulência do momento presente. As nuvens se acumulam como perguntas sem resposta, e os clarões de luz lembram breves vislumbres da verdade em uma era dominada pela confusação.

...No entanto, a silhueta/estátua permanece firme.

A Justiça não é retratada como alguém intocado pela tempestade, mas como uma virtude que perdura em meio a ela. Sua escuridão não é fraqueza; é o contorno da resiliência. Sua balança pode tremeluzir ao vento, mas permanece equilibrada. Sua espada não simboliza vingança, mas a coragem de cortar as mentiras, a corrupção e a indiferença existente.



Acima dela, o céu é violento. Atrás dela, o futuro é incerto. Mas sua postura declara que, mesmo na hora mais sombria, a justiça deve permanecer visível.

Não porque a tempestade tenha passado —

mas porque alguém precisa permanecer de pé até que ela passe.

Imagem e palavras de Ronald Péret

16 setembro 2026

Um Novo Olhar sobre a Visão Clássica


 "Uma Perspectiva Diferente" e/ou "Um Novo Olhar sobre a Visão Clássica"


Ouro Preto é fotografada milhares de vezes todos os dias. Suas igrejas históricas, ruas íngremes de paralelepípedos, casas com seus estilos arquitetônicos diferenciados e paisagens montanhosas tornaram-se imagens familiares, repetidas em inúmeras fotografias.

No entanto, a beleza da cidade nem sempre se revela no óbvio.

Uma perspectiva diferente pode ser encontrada nos detalhes: a sombra projetada por um portal antigo, o reflexo de uma igreja em uma poça de chuva, a textura de uma parede desgastada pelo tempo ou a maneira como a luz do sol toca os telhados no fim da tarde. Às vezes, a imagem mais reveladora não é a vista de cartão-postal, mas o ângulo inesperado — o canto tranquilo, o caminho escondido ou o momento que geralmente passa despercebido.

Fotografar Ouro Preto de forma diferente é olhar além do que já é conhecido. É buscar novas composições em uma cidade antiga, transformando cenas familiares em experiências únicas.

Ela habita o reflexo de uma janela, a sombra projetada por um prédio antigo, o instante de silêncio entre dois estranhos que se cruzam. Enquanto todos olham para a frente, um olhar diferente volta-se para os lados. Enquanto outros registram monumentos, esse olhar descobre histórias nos detalhes — os degraus gastos, as cores ocultas, a luz que toca o calçamento.

A cidade permanece a mesma, mas a perspectiva muda tudo.

Pois, às vezes, ver de outra forma não significa encontrar um lugar novo. Trata-se de olhar para um lugar familiar como se ele nunca tivesse sido visto antes. Ronald Péret

15 setembro 2026

10 setembro 2026

IIII e IV para representar o número 4


 A variação entre as formas "IIII" e "IV" para representar o número 4 é de certa forma uma evolução histórica, tradições religiosas e design visual que influenciaram diferentes artes e culturas ao longo do tempo.


O sistema numérico romano nunca foi 100% padronizado na antiguidade como é ensinado hoje nas escolas. A coexistência dessas duas formas deve-se principalmente aos seguintes fatores:


O método aditivo original vs. método sustrativo modernoOriginalmente, o sistema romano baseava-se em um princípio aditivo. Para escrever o número 4, os romanos simplesmente desenhavam quatro riscos (IIII), assim como faziam para contar nos dedos ou marcar varetas. O princípio subtrativo (IV, que significa 5 menos 1) surgiu e se popularizou muito mais tarde, durante o período imperial e a Idade Média, para economizar espaço em pergaminhos e monumentos.


Tradição religiosa e respeito aos deusesNa Roma Antiga, o deus supremo da mitologia era Júpiter, cujo nome em latim clássico era grafado como IVPITER (onde as letras I e V funcionavam como J e U). Para evitar o uso herético ou o "desperdício" do nome de uma descoberta em anotações cotidianas, relógios de sol ou calendários, os romanos preferem manter a grafia tradicional IIII.


A simetria nos relógios (A Estética da Relojoaria)Se você reparar na maioria dos relógios antigos e modernos do mundo todo (incluindo o famoso relógio da Estação da Luz em São Paulo ou relógios de marcas famosas como a Rolex), o número 4 está escrito como IIII. Os relógios escolhem o "IIII" por dois motivos visuais práticos.


Equilíbrio visual: O bloco IIII cria uma simetria perfeita na linha vertical com o número VIII (8) do outro lado do mostrador. Se usarmos "IV", o lado direito do relógio pareceria esteticamente muito mais "leve" do que o esquerdo.


A regra dos terços: ao usar IIII, o relógio fica dividido perfeitamente em três blocos de quatro: as primeiras 4 horas usam apenas o símbolo I (I, II, III, IIII); as quatro seguintes usam o símbolo V (V, VI, VII, VIII); e as quatro últimas usam o X (IX, X, XI, XII).


Caprichos reais e lendas europeias, existem também anedotas históricas na Europa que ajudaram a eternizar o uso do "IIII" em certos países. Uma história famosa aponta que o rei Carlos V da França, no século XIV, teria ordenado que um relojoeiro mudasse a inscrição do relógio do seu palácio de IV para IIII por achar que "IV" trazia azar (por subtrair 1 do seu título). Outra lenda semelhante envolve o rei Luís XIV. A partir dessa descoberta do corte, a fabricação de relógios europeus descobriu o formato como padrão tradicional.


Embora em documentos de texto e livros de história o formato IV seja uma norma globalizada adotada pela educação moderna, a forma IIII continua viva e correta no mundo do design e da relojoaria tradicional internacional.

08 setembro 2026

outros ângulos


Tenho tantas fotografias inéditas — imagens capturadas de ângulos que poucas pessoas (se é que houve alguma) ousaram explorar, com composições que parecem totalmente originais.


O que vemos com frequência demasiada são pessoas com "experiência e equipamento" simplesmente copiando os ângulos e as ideias de outros. A inspiração faz parte da fotografia, mas a verdadeira criatividade começa quando superamos a imitação e buscamos a nossa própria perspectiva.


Esta cidade é uma mina de possibilidades visuais: cada rua, beco, casarão, igreja, sombras e detalhes inesperados podem revelar uma imagem única. Ao reproduzir fotografias que já foram feitas, explore um pouco os pontos de vista comuns, experimente a composição e descubra os ângulos que são seus.


A fotografia não se resume a ter o equipamento certo; trata-se de enxergar aquilo que os outros deixam passar desesperado. Ronald Peret


Provavelmente não existe mais a possibilidade de obter algo semelhante, acretido que não existe mais esta maquina na estação. Versão colorida no Instagram e no Facebook - esta imagem esta em baixa resolução Disponivel em alta resolução por DM.

07 setembro 2026

Nossa Ouro Preto está mudando


Ouro Preto, cidade reconhecida por sua história, cultura e beleza arquitetônica, passa por uma transformação preocupante. As ruas estão cada vez mais sujas e cheias de buracos, enquanto turistas são, por vezes, abordados, importunados ou incomodados por pessoas que pedem esmolas em espaços públicos.

Alguns visitantes também são induzidos ao erro por guias de turismo que vendem pacotes duvidosos e difundem versões imprecisas ou distorcidas da história da cidade. Paralelamente, vias são frequentemente bloqueadas ou interditadas, dificultando a circulação e prejudicando moradores, comerciantes e turistas.

Há, ainda, graves questões de segurança pública e de ordem social que exigem uma atenção responsável. Pessoas em crise de saúde mental são, por vezes, encontradas quase nuas nas ruas, defecando diante de estabelecimentos comerciais, proferindo ofensas a quem passa ou, até mesmo, agredindo idosos e mães com seus filhos. Eu mesmo já fui alvo de insultos, assim como muitos turistas. Além disso, cães soltos chegaram a atacar visitantes estrangeiros.

Outro problema é a carência de um planejamento urbano eficiente. Áreas que poderiam servir como estacionamentos durante o dia permanecem, muitas vezes, fechadas, o que agrava o trânsito e restringe o acesso ao centro histórico.

Essas preocupações não se baseiam apenas em boatos ou impressões pessoais; possuo fotografias e vídeos que documentam as situações aqui relatadas. Contudo, o objetivo não deve ser estigmatizar pessoas em situação de vulnerabilidade nem prejudicar a imagem de Ouro Preto. A cidade demanda uma ação coordenada que envolva o poder público municipal, serviços de saúde, órgãos de assistência social, autoridades do setor turístico, o comércio local, os moradores e as forças de segurança.

Ouro Preto merece ruas limpas, espaços públicos seguros, informações históricas fidedignas, um turismo organizado, controle responsável de animais, estacionamentos acessíveis e um atendimento digno a pessoas em situação de rua ou em crise de saúde mental. Preservar o patrimônio da cidade significa, também, proteger aqueles que nela vivem e os visitantes que vêm conhecê-la.

04 setembro 2026

no Carmo


link do vídeo >>


O Xolmis cinerea, conhecido popularmente como primavera ou maria-branca, é uma ave da família Tyrannidae que mede cerca de 22,5 centímetros de comprimento.

A primavera tem 22,5 centímetros, é cinzenta e branca, olho avermelhado. Quando voa revela um desenho branco e preto muito destacado na asa. Em alguns sites esta "Xolmis cinereus"

01 setembro 2026

breve vislumbre do tempo

Tenho o prazer de capturar em uma imagem esse momento único, poucos minutos antes da transição entre o dia e a noite, quando a cidade se entrelaça profundamente com a natureza, seus moradores e visitantes.

Neste breve vislumbre do tempo, escrevo com luzes, sombras e palavras — um resumo visual das coisas simples que, em Ouro Preto, contrastam com as complexidades da vida urbana. Ronald Péret